quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SÍMBOLOS E FIGURAS DE LINGUAGEM BÍBLICAS

             


Antes de ter a Bíblia como livro de cabeceira, a considerava complexa e distante, principalmente em razão do uso de palavras arcaicas, dos símbolos e das incontáveis figuras de linguagem. Hoje, aprecio e deleito-me com este estilo literário.
         Por que a Bíblia usa tantos símbolos e figuras de linguagem?  As palavras, na maioria das vezes, não conseguem expressar os nossos mais profundos sentimentos ou explicar idéias. Os símbolos pela força intrínseca que possui é capaz de fazê-lo, por isso é uma linguagem universal.  

         Todas as religiões, seitas, grupos esotéricos e lojas maçônicas usam dos símbolos para transmitirem conhecimento. Desta forma, além de protegerem o que para eles é sagrado, dos incrédulos, evita ainda que seja ridicularizado ou banalizado.
         Quando se usa símbolos para expressar um conhecimento, é certo que ele romperá a barreira do tempo e de lugar. Possibilitando aos homens usufruí-lo. Neste desiderato, falarei sobre o selo do Espírito Santo e o novo nascimento.
Quando se fala em selo ou em ser selado pelo Espírito Santo, a Bíblia está invocando uma ação humana muito comum na antiguidade a fim de ensinar-nos sobre o caráter de Deus. William Hendriksen, escritor, fala das três funções do selo: garantir o caráter autêntico de um documento (Ester 3:12), marcar uma propriedade (cantares 8:6) e proteger contra violação e dano (Mateus 27:66). Era usado pelos reis como sinal de autoridade que ao ser colocado sobre um carta ou documentos, somente poderia ser violado com autorização real.
O que a Bíblia nos ensina com este símbolo? Que quando aceitamos a Jesus como nosso salvador, podemos ficar seguro de termos nos tornado filhos de Deus e que nada poderá nos tocar. 
Quanto a figura de linguagem do “novo nascimento”, Deus novamente usa uma ação humana para explicar verdades espirituais. O homem por causa do pecado foi corrompido, enfraquecendo-se espiritualmente. Quando ele tem um encontro com Jesus e é receptivo a ação do Espírito Santo, percebe a natureza pecaminosa que possui e a influência nefasta do pecado, e isto o leva a querer mais a presença de Deus e consequentemente a santidade.

Assim, quando Jesus fala do novo nascimento a Nicodemos (João 3) está falando da necessidade de mudança interior, do abandono de velhas práticas abomináveis, de comunhão com Deus em espírito. O apóstolo Paulo fala do homem morto no pecado e ressuscitado para uma nova vida em Cristo. Tudo é simbólico e figurativo. Ele está dizendo que o homem permitiu que a velha natureza não dominasse e sim a nova, que é a espiritual.
Milhares de outros símbolos e figuras são utilizados nos livros bíblicos, por exemplo: penhor, luz, pão, caminho, pastor, ovelhas, fonte, rio dentre outras. É importante sabermos a aplicação prática de cada uma delas para melhor conhecermos a Deus e usufruirmos em abundância do seu poder.
 Na evangelização é importante o uso de símbolos da própria cultura do evangelizado. Dizem que um missionário pregando no Alto Xingu para os índios, ao pregar sobre Daniel na cova dos leões, ele ensinava “Daniel na cova das onças”.
Na verdade, o que importa é pregar o evangelho com ou sem símbolos.
Roosevelt da Silva Sales

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